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Foto de Jéssica Brandão

Foto de Jéssica Brandão

Há vários caminhos para a boa ventura.
Um deles é certo, porém;
permiti-me apresentá-lo.
Repousa no refletir do sol na água
às cinco e quarenta e cinco da tarde
no porto da Barra.

Caminhai, baianos,
segui por ele, turistas.
Fixai o olhar no círculo,
lá ao fundo, luminoso.
Ide a ele que vem a vós, pais e irmãos,
todo santo dia, cá na baía de todos os santos,
estes que vos abençoam
a caminhada por sobre as águas.
Não é preciso milagre,
somente que observeis o tapete alaranjado
duelando com o azul costumeiro
(aliás, cores não brigam,
apenas entram em contraste)
e andeis pelo brilho.

As seis horas são esperadas.
Movei-vos pela estrada, portanto,
que os cavalos-marinhos já vêm
enrolar o tapete, ao que se põe
o sol, não no horizonte,
mas atrás da ilha de Itaparica,
ao som das palmas que batem
os bons viajantes na areia
cada vez mais fina, desgastada
de emoção por tantos crespúsculos.

Poema publicado no Blog Das ideias de Caio Rudá: http://dasideiasdecaioruda.blogspot.com/

Os textos “Pragmatismo e milagres de fé no extremo Ocidente” de Renato da Silveira, “Notícias da Bahia” e “Orixás” ambos de Pierre Verger, dialogam entre si numa costura tênue do tema identidade negra. No mundo contemporâneo, onde a formação identitária encontra-se fragmentada, o encontro das pessoas, classes e minorias com uma identidade na qual possam apoiar-se é fundamental. A primeira idéia proposta por Silveira (1988) é um exemplo real, do que Stuar Hall propõe no livro Identidade Cultural na Pós-Modernidade.
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Até Deus concorda, o sistema carcerário do Brasil é uma verdadeira desgraça e a solução é o uso das penas e medidas alternativas. Não é por acaso, que a igreja católica, a igreja da inquisição, a mesma que perseguiu, matou, crucificou e viu na prisão uma oportunidade de fazer os criminosos se redimirem, defende na campanha da fraternidade deste ano, a utilização de medidas alternativas para a punição de pessoas que cometeram infrações de baixo potencial ofensivo.
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Quem nunca conjugou este verbo, que atire a primeira pedra.

 

Eu julgo

Tu julgas

Ele julga

Nós julgamos

Vós julgastes

Eles julgam

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Engrenagens a funcionar em pleno vapor…

engrenagem.jpg

Voltando com novidades e pensamentos, que pulam do trabalho em série que o meu cérebro insiste em realizar…
Novidades saindo do forno. Beijos!!!!!!!!

Jéssica Brandão

“Passar uma tarde em Itapuã”, como poetizou Toquinho e Vinicius de Moraes, sem ao menos fazer uma visita a Lagoa do Abaeté é não querer desfrutar da beleza natural que este parque pode oferecer. Localizado no Bairro de Itapuã, em Salvador, o parque do Abaeté foi criado em 3 de setembro de 1993. Entretanto, em decorrência da urbanização e revitalização do local, hoje se tem mais um ambiente que sofre impactos ambientais. O parque é um espaço que não conseguiu fugir da poluição sonora.
O Abaeté oferece várias opções de Lazer a Baixo custo. A reserva natural possui quiosques alimentícios, ciclovias, parque infantil, pedalinho, a casa da música e das lavadeiras, além, é claro, da própria lagoa. Em virtude dessa diversidade de atrações, da quantidade de pessoas que o parque recebe e das manifestações culturais que são realizadas na região, aumenta-se gradualmente, as agressões ambientais deste parque.
O ambiente, que tem suas tardes de sábados e domingos embalados pela música popular brasileira como: arrocha, pagode, forró, samba de roda e outros ritmos, possui dificuldades para administrar a diversidade de canções que são tocadas por dia. A mistura de ritmos, provocada pelos bares da área pavimentada do parque, tem causado muito barulho para os moradores e visitantes do lugar, o que perturba não só adultos como também as crianças e idosos. “O barulho tanto incomoda que é a primeira vez que eu estou passando por aqui. Ele escuta música de ninar e quando escuta outro tipo de som fica agoniado”, é o que declara a mãe e professora Naise Sales, 25 anos, quando se refere ao filho.
Segundo a Superitendência de controle e ordenamento do uso do solo e do município (Sucon), os níveis máximos de som permitidos em ambiente durante o dia são: das 7h às 22h, 70 decibéis (dB) e, durante a noite, das 22h às 7h, de 60 dB. Decibéis é medida utilizada para determinar os níveis e freqüência do som.
No Abaeté os quiosques ficam localizados muito perto uns dos outros. Cada barraca utiliza o limite máximo permitido pela Sucon e, no conjunto, o som alcança um volume superior ao permitido. Os moradores próximos ao local não reclamam tanto do barulho produzido pelo parque. As reclamações, normalmente, acontecem porque o ruído provocado pelas pessoas que freqüentam o Abaeté acaba se propagando pela região. E os carros, maiores produtores da poluição sonora, acabam contribuindo também com o barulho nos barzinhos.
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2006, Salvador é hoje a 4º cidade mais poluidora do país, e os bairros populosos são os que mais contribuem para isso. Como resposta a essa situação, a Sucon há mais de um ano está produzindo uma campanha de conscientização nos bairros populares, realizando oficinas que ensinam as pessoas a terem responsabilidade social. É o que diz o chefe de fiscalização de poluição sonora Alcir Rocha, ao afirmar que “nós alcançamos um resultado muito bom. Muitas reclamações diminuíram e as pessoas estão tomando consciência”.
A luta contra os agentes que poluem o meio ambiente é constante. Ainda segundo a Rocha, desde a criação da lei municipal nº. 5.354/98, a emissão de sons e ruídos da cidade foi controlada significativamente. Entretanto se de um lado o controle sonoro ajuda a reduzir os impactos ambientais, de outro prejudica a geração de renda dos comerciantes locais. As pessoas se sentem atraídas pela música e festividades do Abaeté, é o som que seduz o visitante. “Se não tiver a música não tem clientela”, diz o ambulante Antônio Teles, 53 anos.
O trabalho realizado pela Sucon e organizações não governamentais como a Nativos de Itapuã, tem apresentado resultados significativos. As festas de carnaval e réveillon que aconteciam há mais de 50 anos foram retiradas do parque, para que houvesse uma redução de impactos ambientais nessa área, mas ainda assim é necessário cooperação e conscientização para resolver esta questão.

Por: Jéssica Brandão