Maio 2007


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 Por: Jéssica Brandão

 

“O problema social cresce a cada dia, é uma fábrica”, disse oficial da polícia, Everton Uzeda Lima, 33 anos. Militante do Partido Socialista Brasileiro (PSB) há três meses Uzeda declara que a sua filiação acorreu por questões de nível ideológico, e que de início se encontrou uma família no partido para discutir temas gerais ligados a sociedade. Na entrevista feita com oficial no último dia 23 de abril, Everton discute as questões que afeta a sociedade como um todo, afirmando também que uma parte do problema civil no Brasil ocorre devido à desigualdade social existente no país.  

 Jéssica Brandão Durante a greve de policias que se teve em Salvador em 2001, o senhor foi preso. Será que essa prisão se justifica somente ao fato do senhor ser um dos lideres do movimento na época?

Tenente Uzeda Quanto à questão da liderança a gente questiona, porque eu não estava no movimento como um líder programado. Eu apenas questionei algumas situações da minha profissão. O porquê da sociedade pagar a uma instituição policial e ter medo dela. Então fui a Brasília obter respostas, que eu não consegui aqui no estado. E fui preso por questão do regulamento, que proíbe os policias estarem questionando uma questão política. Então eu não sei se eu fui preso por ser líder, eu acho que foi mais por uma questão política.

Brandão Analisado o movimento hoje, o senhor provocaria alguma mudança na organização ou estrutura dos protestos?

Uzeda A solução para qualquer tipo de problema é a questão política mesmo. Eu acho que a classe precisa se organizar politicamente pra esta se inserindo nas discussões. Se possível através da própria lei trazendo informações e seguindo a constituição, porque é uma forma política de está sendo inserindo nesta transformação. Eu orientaria os policiais para estarem se organizando politicamente, pra poder transformar alguma coisa.

Brandão Vivemos no Brasil uma situação de crise civil, alguns pensam que a problemática poderia ser resolvida colocando o exército nas ruas. O que o senhor pensa a respeito desta proposta?

Uzeda É um debate bom pra gente abrir na sociedade, porque quando a gente fala em exército temos que ter todo cuidado, até pela própria formação dos policiais. Seria uma contribuição ótima no nível de segurança publica, até porque são forças amigas. Mas teria que debater com especialistas para saber até que ponto o povo aprova, para que a gente não venha colocar exército nas ruas e dar a idéia de repressão. Porque a solução para a segurança é o investimento na área social. Acho que tem que ser aberto o debate com os políticos e com a sociedade de modo geral, para que a gente possa ter tranqüilidade.

Brandão O governado do Rio Sérgio Cabral, pediu para que o governo libera-se as tropas do exército para conter a violência, mas essas forças não tem que ter uma preparação para cuidar da população?

Uzeda Inicialmente eu vejo que é questão cultural mesmo, histórica. O exército foi visto de uma forma repressiva na época da ditadura. Mas a minha impressão é que eles tem o preparo pra ta contribuindo na área segurança. É preciso uma discussão ampla, pra que a gente não coloque as opiniões pessoais e interfira neste contexto social. O exército tem preparo, agora é preciso ser debatido. A solução não é repressiva nem quantitativa, a polícia e o exército tem que usar toda sua inteligência pra poder desmontar os esquemas que vem ao longo do tempo. Por que a nossa cultura é que o crime é praticado pelos executores, e o que é mais prejudicial para a sociedade é o crime organizado, aqueles que chamamos de mandantes, então não adianta prender o executor se o mandante continuar articulando. É preciso atacar de um outro ângulo. Não só da forma que a sociedade cobra, querendo a resposta imediata. A segurança pública tem que mudar o ângulo e atacar o crime de colarinho branco.

Brandão Que fatores o senhor acha que contribuem para a prorrogação dessa crise civil?

Uzeda Eu acredito que é a própria desigualdade. O problema social esta sendo discutido, e eu vejo que as pessoas precisam ter esta responsabilidade, procurar dividir mais a riqueza. Porque o problema social ele cresce a cada dia é uma fábrica, então quando você exclui um jovem da educação e do lazer, provavelmente ele vai ser atraído por setores que não tem interesse de suprir aquilo que o governo constitucionalmente tem obrigação de dar: saúde, educação e lazer. O crime esta praticamente competindo com o governo, onde o governo não atua os jovens ficam aliciados.

Brandão O senhor já participou de alguns movimentos e diversas vezes já deve ter reparado que a mídia tenta de todas as maneiras distorcerem a realidade. Como um ser político o senhor considera que esse projeto midíatico, baseado na Morte do menino João Hélio, tem a funcionalidade de manchar futuramente as figuras políticas do pais?

Uzeda A mídia. Esta provado e comprovado que é uma poder que existe, é até chamado o 4º poder. Ela precisa ter uma responsabilidade muito grande neste processo de formação de opinião, até porque a quantidade de pessoas que ela atinge diariamente é muito grande, o sensacionalismo tem que ser combatido.O que eu noto é que existem vários canais de televisão, e o mesmo fato é transmitido de formas diferentes. Então a minha preocupação, é que nem todo mundo tem a capacidade de discernir a notícia. A mídia tem essa responsabilidade de passar as informações de uma forma transparente, sem dar conotação política na informação. Quando pego os exemplares da cidade, o Jornal A tarde e do Correio da Bahia você vai ver a mesma notícia de formas diferentes, até parece que foram dois fatos. Eu uso a mídia como forma de conhecimento, mais o que eu leio não considero verdade. Procuro antes de me posicionar averiguar a outra parte, todo fato tem duas versões, todo fato tem dois ângulos para se observar, acho que ta faltando o poder de discernimento do povo para que a gente possa ter uma mídia que colabore com a nossa democracia.

 

 

O C.A somos nós, nossa força e nossa voz.

A Chapa surgiu pela necessidade da construção de um Centro Acadêmico (C.A.) participativo, e realmente compromissado com os estudantes do curso de Comunicação Social nas Faculdades Jorge Amado. Tendo como perspectiva a atuação do movimento estudantil nas FJA e a reformulação do Diretório Central dos Estudantes (D.C.E.), que permanece inerte em relação as suas principais funções como representar os alunos dentro e fora da faculdade, levar curso de extensão, montar seminários e amostras de filmes educativos, dentre outros programas que integrem os alunos. São nessas pautas que nos baseamos para construir nossos objetivos e propostas.

Presidente: Jéssica Brandão, 2º semestre de Jornalismo
Vice Not: André Luiz, 5º semestre de Jornalismo
Vice Mat: Diego Salviano, 1º semestre de Jornalismo
Secretario Geral:Efraim Neto, 5º semestre de Jornalismo
Tesoureiro: Lízia Sena, 3º semestre de Jornalismo
Dir. de com. e cultura: Carla Prates, 3º semestre de Jornalismo
Dir. de Jorn: Caliene Melo, 1º semestre de Jornalismo
Dir. de PP: Dulce Dantas, 5º de Publicidade e Propaganda
Dir. de RTV: Igor Amaral, 6º de Rádio e TV

E-mail: chapacomunicaçao@yahoo.com.br

Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31975806

Site: http://www.chapacomunicacao.cjb.net//

“Tudo que sobe, desce”, já diz o ditado popular. Entretanto, toda regra tem sua exceção, nem todas as pessoas e coisas que descem o Elevador Lacerda sobe, e nem tudo que sobe desce.
A vida é um constituída de um círculo de mudanças e o mundo sempre em seu movimento de translação e rotação contribui com as modificações da Terra. Entretidas em atividades cotidianas, as pessoas que utilizam os seus serviços, nem sequer conseguem pensar no idoso elevador que exerce a mesma função de subir e descer durante muito anos.
Rico em contribuições culturais dos seus visitantes, o Senhor Lacerda já conseguiu rodar todo o mundo, em uma das muitas viagens realizadas através dos cartões postais que circulam por todo o planeta Terra.
Residente do comércio, observa, a cada vinte e dois segundos, uma das mais privilegiadas paisagens da Bahia de todos os Santos. O senhor de 134 anos possui lembranças incríveis e é uma pena que ele seja apenas um bem material que não fala, não pensa e que não é animado.Quantas e quantas histórias esse vovô tem pra contar? Conversas e mais conversas escutadas, segredos que saíram sem querer, beijos de amor selados entre quatro paredes, quanta experiência!
Aposentaria para esse transporte pode ser uma idéia que não está cogitada no vocabulário da população soteropolitana. Necessidade para uns e atração para outros o Elevador é uma utilidade de ordem pública.
Este grande projeto faraônico da cidade foi a elevação de Salvador. O que seria a população sem ele?! A paisagem, as pessoas, a arquitetura, os cartões-postais e a situação geográfica seriam apenas menos elevados de tamanha beleza.
Lacerda pode ser simplesmente um ponto de partida ou de descida, mas sua magnitude vai além dos pilares que sustentam a capital baiana.

Jéssica Brandão