Janeiro 2007


Nas últimas semanas muita gente tem acompanhado os jornais, e através desses tem-se verificado e constatado o aumenta da tarifa do transporte que aconteceu em salvador, Bahia.
A passagem dos transportes públicos do município, passou de 1,70 para 2,00. Um aumento de mais ou menos 17%, em menos de 2 anos. Essa quantia passa a comprometer mais de 30% do salário mínimo, o que passa a ser um afronto a população que recebe em média mensalmente R$ 350,00.
A medida causou muitos conflitos sociais, dentre eles as agressões físicas direcionada a estudantes que protestavam o aumento da tarifa. A classe estudantil sofreu represálias da polícia militar e de alguns representantes da milícia do Seteps. Esta repressão representou não só o interesse financeiro dos empresários, como também a tentativa de conter os manifestantes durante o protesto, para que a grande massa estudantil não aderisse ao movimento a tempo de modificar o quadro da passagem.
A população de certa forma aderiu ao protesto com a arma que “continha nos bolsos”: R$1,70, já que o prefeito João Henrique pronunciou que quem não tivesse condições financeiras para arcar com a despesa de R$2,00, continuasse a pagar o último valor estabelecido pelo diário oficial até que a mesma fosse renovada. Entretanto, esta medida não foi aceita pela maior parte dos cobradores das frotas, graças a uma ordem de seus superiores que não aceitaram a medida.
Ironicamente parte da população não acredita, que este reajuste vem a melhorar a situação da frota dos ônibus da cidade. A promessa é sempre a mesma, e o povo já está com os ouvidos calejado de tanta mentira.
A única coisa que se pode esperar, é que o nosso querido prefeito e os empresários, mantenham desta vez a sua palavra com a população de que a passagem será congelada até janeiro de 2009. E de que da próxima vez que o movimento estudantil sair para a luta, não seja caçado e espancado pelos mesmos. “Polícia pra ladrão, pra estudante não.”

Jéssica Brandão

Sabe quando você começa o dia com a agenda lotada? Pois é, esse foi o meu caso.
Acordei normalmente, levantei e fiz tudo que se tem pra fazer dentro de uma casa bagunçada: Faxina. Mas entre os pratos sujos na pia e as camas desarrumadas pra serem feitas novamente, o pior ainda estaria por vim. Hoje eu tinha tarefas incumbidas pelo meu pai para serem realizadas, então teria que sair do meu ninho familiar a qualquer momento, mesmo que esse trabalho foi se chocar com os meus interesses físicos.
Já que teria que sair de qualquer jeito, chamei o meu querido namorado para me ajudar neste momento de tortura, minutos depois lá estava ele me encontrando na esquina da rua. Andando até o ponto de ônibus que se localiza próximo a minha casa, avistamos a Casa lotérica, eu deveria pagar umas contas referentes a despesas caseiras e jogar na tão estimada Mega Senna, afinal todo brasileiro tem esperança de ganhar na mesma quando ela está acumulada.
Enfim cheguei à lotérica. Entrei e fui fazer o jogo, enquanto meu namorado esperava na fila para que a gente pode-se agilizar o processo. Tratava-se nada mais, nada menos do que o tradicional guadar um lugar, em outras palavras: “roubar”. Infelizmente isso não adiantou de nada, não demorou muito para percebemos que as pessoas estavam se dissipando porque o sistema do lugar havia caído.
Oh raiva! Voltei muito estressada para casa, sabendo que cedo ou tarde teria que fazer o mesmo percurso novamente. Entretanto ainda restava uma luz no fim do túnel: eu poderia ligar para meu pai, contar-lhe sobre o ocorrido e ele me dispensaria do trabalho… Minutos depois da minha tentativa, descobri que tudo não passava de uma ilusão da minha cabeça.
Esperei o tempo que tinha que esperar, e voltei a maldita da lotérica, desta vez com o jogo já pronto entrei na fila e fiquei a aguardar, na minha frente deveria ter umas vinte pessoas, pensei comigo mesma: isso vai ser rápido e moleza, contando com os três caixas que estavam atendendo, não iria demorar nem um pouco… E então um chegou um idoso. Até o momento isso não causaria problemas, mas para minha tristeza chegou outro e outro idoso, e ali no local ao qual estava, todos os caixas davam preferência aos idosos. Nunca detestei tanto uma pessoa de idade quanto naquela hora, pra ficar melhor do já estava chegou ainda uma gestante, a fila então parou de vez. Agora havia vinte e quatro pessoas na minha frente. Tudo bem, lembrei das aulas de Ioga e comecei a respirar, meu namorado no entanto começou a reclamar…
Com o passar do tempo as pessoas forma atendidas, a fila voltou a andar e logo chegou a minha vez, em poucos instantes seria atendida, olhei para o lado e vi: três senhores de idade chegando devagarzinho, o caixa apitou, eu olhei pro meu namorado e ele para mim, imediatamente corremos em direção a atendente, era a minha vez! Foi quando uma senhora que não tinha nada a ver com a história, chegou próximo a nós e pediu para tomar algumas informações. Foi ai que meu lado de boa moça simplesmente respondeu: Sim senhora, pode perguntar, os mais velhos são prioridades no caixa. Ela agradece faz as perguntas e vai embora, eu simplesmente paguei as contas, fiz o jogo e me direcionei para casa. Livre enfim!!!!!
Espero ao menos que depois de tanto esforço eu fique milionária. Oh sonho!

Jéssica Brandão

Flores são flores…
Elas sempre são passíveis de murchar rapidamente, é da natureza delas!
Mas sempre acabam despertando paixão ou algo mais nas pessoas, principalmente nas mulheres.
As flores podem acabar fisicamente, mas nas lembranças elas permanecem intactas…
Eu que o diga!

Jéssica Brandão

Obrigado, quem quer que tenha sido.
Elas chegaram em tempo…
Tempo de amar, de chorar, de se apaixonar novamente, de se encantar , de ser mais e mais um neste mundo encantado…
Ao cupido… Elas são extremamente maravilhosas.

Jéssica Brandão

Dedicar mais tempo ao crescimento.
Isto inclui amar mais e deixar ser amado.
Quem sabe isso resolve os problemas que são provinentes das depressões.
Rosas vermelhas, acho que elas pode vim a ser um desfecho…
P.S: Se alguém puder dê este recado ao cupido, acho que ele está atrasado na minha vida à 4 anos.

Jéssica Brandão

Foi ao ar na rede Globo de televisão, no dia 04 de janeiro de 2007 o programa diário chamado video show. Neste dia, o apresentador André Marques relatou um fato que me chamou muito a atenção, esse relato entra pro blog hoje como as pérolas da tv. O apresentador falou na ocasião que “a novela páginas da vida vem mostrar o cotidiano de pessoas comuns”, resolvi então assisti mais uma vez a novela que passa no horário nobre da televisão, para comprovar minha teoria de que nem todas as pessoas comuns são tão bens sucedidas profissionalmente ou finaceiramente, suas casas não ostentam tanto luxo, elas não viajam com tanta freqüência ao exterior e também não possuem o acesso tão direto a arte e cultura. Acredito, que pessoas comuns no Brasil são assalariados que trabalham diariamente, e que por conta da carga horária de trabalho não consegue ter acesso a setores culturais como museus, casas de arte, teatro, enfim cultura que não é voltada totalmente para as massas. Imagino, que essa informação tenha sido usada por conta dos comentários usados no fim de cada capítulo da trama, para iludir o telespectador de que a mesma tenha sido feita baseada na vida cotidiana dos brasileiros. Espero que com esse comentário, as pessoas despertem cada vez mais desse alienação intelectual a que estamos obrigados a viver.

Jéssica Brandão