Posted by Jessica Brandao under
Conversa do dia [3] Comments
Hipocrisia e demagogia, esses é um dos discursos intensamente defendidos pela rede globo de televisão…
Um jornalismo imparcial, com a melhor cobertura dos fatos… “É pra rir ou pra chorar, hahahaha […]“.
Há uma semana antes do segundo turno eleitoral, o fantástico, programa exibido todo domingo pela rede globo, prega claramente o discurso defendido pelo candidato Geraldo Alkimin.
Numa tentativa de modificar as pesquisas realizadas pelo IBOPE, a globo coloca no ar uma das suas últimas tentativas para defender o candidato ao qual melhor representa seus interesses políticos. A emissora lançou uma matéria sobre a situação de alguns hospitais públicos situados no Rio de Janeiro, local ao qual a ajuda de recursos para investimentos em hospitais foi praticamente rejeitada pelos seus atuais governantes.
Ao assistir a reportagem exibida neste programa eu fiquei totalmente chocada pela imparcialidade com que a emissora relata os fatos. A tv globo só faltou colocar o jingle e o slogan do candidato ao qual apóia no ar, algo totalmente desnecessário se olharmos toda a política da notícia ao ser implementada no programa, que mais do que nunca defende uma candidatura de direita…
Estou impressionada ao ver que o sistema democrático implantado no meu país não adianta de nada.
O sistema capitalista consegue ainda fazer com que cada um defenda o seu interesse, e a imprensa não faz mais do que sua obrigação ao defender seus interesses econômicos, reforçando a cultura de massa que influecia a população brasileira…
A única coisa que posso esperar é que no dia 29 de outubro, os brasileiros votem com a consciência de que eles não vão eleger só um representante, eles vão determinar a que caminho o nosso futuro poderá tomar. A reposta só depende da gente, o poder esta nas nossas mãos.
Jéssica Brandão
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Histórias da vida 1 Comment
O cansaço bate nos meus olhos, acho que é a velhice chegando.
Que loucura! Essa fatiga só pode ser proveniente das misérias que enche esse mundo de pobreza. A cidade anda e todos circulam nesse mundo encantado, as Mercedes, os Citroen Xsara, os corolas, dentre outros, continuam com os vidros fechados. Fico a me perguntar, será que é o ar condicionado? Ou será que esses mesmos vidros fechados representam os olhos cerrados de ver e os ouvidos surdos de ouvir, crianças com trapos nos corpos pedindo esmolas, crianças que talvez estejam pedindo só um pouco de oportunidade a vida degradante que eles possuem.
Não sei, afinal o capitalismo tornou o mundo tão… Banal!
Garçom, mais uma coca-cola por favor!
Jéssica Brandão
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Ensaio/Artigo [112] Comments
Uma identidade nacional
A dança é uma das maiores representações de uma cultura popular, ela “pode ser maior que reunião de técnicas, quando se propõe a ser instrumento de transformação social e difusão histórico cultural”.
A dança afro surgiu no Brasil no período colonial, foi trazida por africanos retirados do seu país de origem para realizarem trabalho escravocrata em solo brasileiro. Esse estilo de dança foi registrada primeiramente na composição de religiões africanas e começou a se fortalecer em meados do século XIX com a ajuda dos tribos: sudaneses; bantos (dois povos situados em território africano) e os indígenas, que foram responsáveis pela criação do candomblé e de outros segmentos regionais que deram origem à dança dos caboclos e outros aspectos da cultura africana.
A diversidade de ritmos culturais existentes hoje, foi oriunda de uma miscigenação que desenvolveu a identidade cultural do Brasil. Ao longo dos anos a dança de origem africana começou a ser modelada e encaminhada a diferentes estados. A sua trajetória teve início com o fim da escravidão, e em meados dos anos 20 e 30 do século passado, os negros começam a migrar para o Rio de Janeiro deixando marcas do samba e umbanda (uma variação da religião afro brasileira, com influencias do Kardecismo que desenvolveu um novo modelo de entidade cristã denominada Exu), no estado que contribuiu com a fixação e a valorização de raízes da mestiçagem projetada no país.
Já nos anos 50 e 60 deste mesmo século, a crescente industrialização fez com que o povo que no início migrava para o Rio de Janeiro, desloca-se para São Paulo, consequentemente acabam divulgando e difundindo a cultura afro brasileira. Nos anos 70 com o movimento da contracultura, olhos são voltados para o nordeste, e a Bahia é redescoberta em diferentes setores culturais, o estado é finalmente visto como um ponto turístico de máxima importância para história brasileira, por ser formado basicamente pela cultura afro.
Depois que a umbanda alcançou um devido status, o candomblé tornou-se referência e a dança passa a ser visualizada de maneira marginalizada, por estar quase sempre associada a uma adoração de deuses africanos. Esse quadro tende a ser modificado um pouco quando a dança africana recebe características decorrente dos estudos da bailarina e antropóloga negra norte americana Katherine Dunca, finalmente a dança começa a ter uma receptividade popular diferente, recebendo até variações que conhecemos hoje, e é denominada como ballet negro ou afro.
A sociedade vive um momento de transformação na cultura negra, hoje ela não é só valorizada por ser de origem afro descendente, como também é reconhecida por uma questão de identidade histórica que consolidou o processo de miscigenação do país. Atualmente os projetos de fortalecimento dessa cultura como o Ilê aiyê, Akomabu, Abanjá, e Male de Balê, são amplamente conhecidos, por trabalhar com jovens que visam ser inseridos na sociedade para combater a discriminação racial, e para divulgar cada vez mais a cultura que construiu parte desse país.
Jéssica Brandão